PRAZOS DE TRADUÇÃO - José Henrique Lamensdorf - translation - tradução

Busca/Search
Go to content

Main menu:

PRAZOS DE TRADUÇÃO

PORTUGUÊS > TRADUÇÃO


Depois do preço, a preocupação mais comum dos clientes de tradução é o prazo. Quanto tempo irá levar?

De um modo geral, sou rápido. Contudo administro o meu tempo por projeto, sempre deixando uma folga. Prefiro entregar um trabalho dois dias antes do prazo do que duas horas atrasado.


Urgência

Em janeiro de 2013 tirei férias mais longas do que de costume: duas semanas em lugar de uma só. Como mantive acesso ao e-mail durante a viagem, ao retornar tinha uma grande fila de serviços à minha espera. Por onde começar?


Até então, eu aplicava às traduções comuns as mesmas taxas de urgência da legislação brasileira sobre traduções juramentadas: 50% adicionais para prioridade máxima (ou total) durante a semana; 100% adicionais para trabalho necessariamente feito em fins de semana ou feriados.

Nessa fila pós-férias havia um cliente disposto a pagar 50% a mais para ter prioridade máxima. Um outro soube disso e me ofereceu 80% adicionais. Antes que isso se transformasse num leilão de taxas de urgência, resolvi repensar a situação. Afinal de contas, não seria honesto colocar um serviço pagando 50% de taxa de urgência porque outro estaria pagando mais.

Na verdade, as taxas de urgência, além de aumentarem o custo para o cliente, causavam um grande tumulto na minha programação. Não valia a pena para ninguém.

Entre as opções possíveis para eliminar as taxas de urgência notei que, em função das altas taxas de juros no Brasil (oficialmente algo perto de 10% na época, hoje bem mais), o prazo de pagamento representava uma parcela bem mais significativa do custo do que em muitos outros países. A partir disso, resolvi, experimentalmente, priorizar os trabalhos atendendo o prazo de pagamento mais curto primeiro.

Funcionou tão bem, que tornei o sistema permanente. Se alguém quiser prioridade máxima, basta pagar antecipadamente pelo trabalho. Só pego um trabalho por vez nessas condições, e só o deixo de lado depois de terminado e entregue. Com o tempo, descobri a beleza da solução: quem quisesse derrubar uma prioridade dessas teria de viajar no tempo, e pagar antes deste que já o fez. Como isso é impossível, ninguém discute.

A bem da verdade, desde então tenho tido apenas dois ou três trabalhos pré-pagos por ano. Mesmo assim, todos os meus trabalhos de tradução sempre foram entregues dentro dos prazos combinados, desde 1973.

Os únicos prejudicados com essa medida foram os clientes que querem usar tradutores como instituição financeira. Dificilmente poderei atender dentro de um prazo razoável aqueles que se propõem a pagar mais de duas semanas depois da entrega, pois sempre aparecerão outros com prioridade maior e com um prazo de pagamento mais curto.



Prazos de pagamento

O prazo de pagamento não passa de um empréstimo do prestador de serviços ao seu cliente. Evidentemente, quem vende mercadorias do seu estoque, compradas a prazo, ou mesmo em consignação, está repassando (às vezes com algum ágio embutido no preço) o financiamento que obteve.

No meu caso, as traduções são feitas aqui, por mim. Não tenho um estoque de traduções para vender. Em vista das taxas de juros absurdamente altas praticadas no Brasil, decidi separar os custos de tradução dos custos financeiros.  

Como tradutor profissional, eu seria um eterno amador no mercado financeiro. Se os grandes bancos concorrem entre si quanto a quem oferece empréstimos a juros mais baixos eu, como amador, teria de emprestar dinheiro a juros bem mais altos. Por isso, meus preços são para pagamento à vista.

Focando no profissionalismo, ofereço serviços de tradução profissional a preço justo; deixo o cliente livre para contratar serviços financeiros com profissionais desse ramo, se precisar. Até onde sei, não há bancos oferecendo serviços de tradução. Eu me empenho em ser tão profissional quanto eles, cada um atuando exclusivamente no seu ramo: eu em tradução; os bancos em serviços financeiros.



A pressa é inimiga da perfeição

É estranho, mas vejo um excesso de demanda por urgência no mercado de tradução. Entendo que algumas profissões tipicamente de resgate de vidas humanas se caracterizem pela urgência. Mas por que deveria haver tanta urgência no mercado de tradução?

Alguns casos são justificáveis. Tão logo um novo documento seja emitido, ele precisará ser traduzido para cumprir alguma exigência. Pode ser o lançamento mundial de algum produto. Uma notícia poderá ficar ultrapassada se não for traduzida e publicada imediatamente. Mas a grande maioria das traduções não deveria se caracterizar por tanta urgência.

O lado oposto da urgência na tradução é quando se trata da publicação de livros estrangeiros. Os preços cobrados costumam ser significativamente mais baixos do que qualquer outro tipo de tradução. E por quê? Porque o ciclo de publicação de um livro é tão longo que o tradutor pode ir trabalhando nele enquanto não tiver demanda de serviço urgente.

Se o cliente planejar para dar ao tradutor o tempo que este precisar para fazer a tradução, não terá despesas adicionais com sobretaxas de urgência. Muitos pensam que para traduzir basta ler o texto original e ir escrevendo. Na maioria dos casos, não é verdade. Muito frequentemente é preciso pesquisar cada termo específico, cada expressão incomum, e tudo isso leva tempo.

Além disso há a questão da revisão. É preciso tempo para revisar toda a tradução. Se a pressa for o critério mais importante, é possível que alguns erros escapem. Depois que eles forem impressos em centenas ou milhares de exemplares, será tarde demais.



Desde 1973, ainda não perdi um prazo em serviços de tradução. Se é isso o que você quer, envie-me um e-mail ou utilize uma das opções do Orçamento Expresso. Terei prazer em atender, mesmo que seja só para analisar suas necessidades e as alternativas mais viáveis.



 
 
Back to content | Back to main menu