TRADUÇÃO DE ARQUIVOS PDF - José Henrique Lamensdorf - translation - tradução

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TRADUÇÃO DE ARQUIVOS PDF

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TRADUÇÃO DE ARQUIVOS PDF



Há uma maneira mais moderna para traduzir publicações de diagramação sofisticada ou complexa, sem precisar recorrer a profissionais de editoração eletrônica (DTP) especializados no programa originalmente usado para a sua criação, que não entendem necessariamente o(s) idioma(s) de destino, desde que seja possível contar com essas publicações em arquivos PDF.

O que se segue é a explicação do conceito de tradução em arquivos PDF. Se você veio a esta página querendo ver como isso é feito na prática, .


 

PARCERIAS EM PDF


Agências de tradução e colegas tradutores têm me consultado sobre a possibilidade de parceria, para que eles tenham condições de oferecer serviços de tradução em PDF a seus clientes, sem precisarem se envolver na parte de editoração eletrônica.

É perfeitamente possível, desde que o(s) par(es) de idiomas envolvidos se restrinjam a português, inglês, italiano, francês e espanhol, pois preciso entender o que estou fazendo na diagramação, mesmo que não esteja traduzindo.

Se este for o seu caso e quiser saber mais sobre esta opção, envie-me um e-mail.

 


Recapitulando a história, o PDF – Portable Document Format – desenvolvido pela Adobe em 1993, é um formato muito prático, que realmente se tornou padrão no mercado. As principais características que o levaram a isso foram:

  • Os arquivos são muito mais compactos, facilitando a distribuição, seja em mídia física (discos) ou via Internet.

  • O mesmo arquivo PDF pode ser visualizado ou impresso indiferentemente ao computador ou sistema operacional.

  • Há programas para visualizar/imprimir arquivos PDF para qualquer sistema operacional, e todos eles são gratuitos.

  • Qualquer programa de computador capaz de imprimir para uma impressora padrão PostScript (também desenvolvido pela Adobe) é capaz de gerar um PDF.

  • Se gerado corretamente, não requer que o computador do usuário tenha instaladas as fontes usadas originalmente no documento, para uma visualização idêntica ao original.


Em função disso, uma quantidade avassaladora de empresas passou a publicar catálogos, manuais, folhetos e outras publicações anteriormente impressas em formato PDF. Além de economizar uma quantidade incomensurável de papel, contribuindo para o meio ambiente, a atualização ficou muito mais fácil e rápida.

Mas nem tudo é tão simples. Essas publicações costumam ser geradas em programas variados de editoração eletrônica (tipicamente PageMaker, InDesign, FrameMaker, QuarkXpress e outros). À exceção de PageMaker e InDesign que são “pai e filho”, o aprendizado de cada um deles segue uma linha bem diferente; cada um é novidade para o usuário de outro. Como se isso não bastasse, os arquivos que cada um desses programas gera são exclusivos e incompatíveis com os gerados pelos outros. Nenhum dos poucos conversores que existem entre alguns deles funciona a contento. O que todos eles têm em comum é a capacidade de gerar arquivos PDF.

Aqui cabe observar que existem dois tipos de arquivos PDF, sob o ponto de vista da tradução (e outros também). Um é o “gerado”, ou “destilado” (como a Adobe chama), que é editável, portanto traduzível. Outro é o escaneado, onde uma página impressa é transformada em um gráfico, um desenho, e que não é editável. Para deixar bem claro, a letra “O” no PDF gerado é uma letra “O”, com certas características (fonte, tamanho, negrito, itálico, sublinhado etc.). No PDF escaneado, a mesma letra O é apenas um círculo ou oval em meio a um desenho do tamanho da página inteira.

O processo convencional para traduzir essas publicações é complicado. Vamos chamar de DTPista (de DeskTop Publishing = editoração eletrônica, em inglês) ao profissional que opera o programa, e que frequentemente domina somente um idioma. Eu sou tradutor e DTPista, contudo na segunda atividade fico limitado ao PageMaker.

Em linhas gerais, o processo convencional consiste das seguintes etapas:

  • DTPista extrai o texto do arquivo original e envia ao Tradutor em forma de tabela, para saber o que corresponde ao quê.

  • Tradutor traduz em outra coluna, preservando a parte original da tabela, bem como a formatação de certas palavras, ou seja, quais deverão ficar em itálico, negrito, sublinhado, e envia a tabela ao DTPista.

  • DTPista cuidadosamente passa, um por um, cada bloco de texto traduzido para o devido lugar no arquivo original. Depois disso, se o texto tiver variado de tamanho, faz os ajustes necessários. Em seguida destila um PDF, que envia ao Tradutor.

  • Tradutor revisa cuidadosamente a publicação, procurando por texto faltando, sobrando ou fora do devido lugar, erros de acentuação causados por fontes incompatíveis, erros na separação de sílabas e outros. Prepara uma lista de correções, seja em arquivo separado, ou em anotações no próprio PDF.

  • Inicia-se um jogo de pingue-pongue entre Tradutor (ou Revisor) e DTPista, que só termina quando a lista de correções estiver reduzida a zero.


Fica óbvio o motivo de tradutores e agências de tradução fugirem de arquivos PDF. De um modo geral, os bons DTPistas gostam de criar novas publicações, aceitam esses trabalhos para encher a agenda. Mas é um transtorno para todos.

Recentemente, surgiu um jeito moderno de traduzir PDFs. Certo dia vi um programa chamado Infix, que permitia que alguém com prática em editoração eletrônica editasse PDFs com relativa facilidade. Ao menos era muito melhor do que voltar às origens e achar alguém capaz de lidar com aquele arquivo de DTP feito com um programa específico. Não sei se fui o único, mas escrevi à empresa, sugerindo que adaptassem o programa para o mercado de tradução de PDFs. Foi assim que nasceu o InFix Pro.

Como ficou o fluxo de trabalho com o Infix? No meu caso, com a experiência acumulada como DTPista em PageMaker, os arquivos PDF criados com quaisquer outros programas se tornaram acessíveis; não preciso comprar e aprender a usar InDesign, Quark, FrameMaker, e nem os de segunda linha, Microsoft Publisher, PagePlus e Scribus. As publicações mais complexas criadas em Word (e convertidas em PDF) não seriam mais um tamanho desafio para preservar a diagramação. Então, sim, um tradutor que tenha certa prática em editoração eletrônica (algo que o Microsoft Word não faz - é um processador de texto), como é o meu caso, pode oferecer traduções perfeitamente diagramadas em PDF, sem envolver um DTPista. Afinal de contas, o tradutor não irá criar uma nova diagramação.

O processo no Infix ficou assim:

  • Analisar o documento quanto a fontes (de letras) utilizadas, e preparar-se para obtê-las ou achar equivalentes.

  • Exportar o texto do PDF para um arquivo XLIFF, XML ou TXT. Isto deixa marcas (tags) tanto no PDF como nesse arquivo para permitir importar o texto de volta preservando a formatação (fonte, tamanho, cor, negrito, itálico etc.) e a posição de cada bloco de texto.

  • Em outro programa (pode ser o Microsoft Word), traduzir o arquivo exportado, deixando as marcações intactas. Revisar ortografia, gramática etc.

  • De volta ao Infix, importar o arquivo de volta. Nesse momento, o programa irá perguntar sobre as fontes parcialmente embutidas no PDF original, que não têm os caracteres utilizados. É preciso estar preparado para substituí-las.

  • Ajustar minuciosamente toda a diagramação do PDF, bloco por bloco. Algumas tabelas, especificamente no caso de substituição de fontes, podem precisar de ajustes individuais em cada célula.

  • Verificar se há figuras com texto em modo gráfico, traduzir e editar conforme necessário.


O PDF traduzido fica pronto, com um considerável ganho em tempo e custos. O InFix não é mais fácil de aprender do que um programa de editoração eletrônica. A grande vantagem é que ele trabalha no formato final de todos eles.

Se você tiver arquivos em PDF que precise traduzir entre inglês e português, entre em contato comigo, clicando no botão de E-mail à esquerda.



 
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