TREINAMENTO - Introdução - José Henrique Lamensdorf - translation - tradução

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TREINAMENTO - Introdução

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LOCALIZAÇÃO INTEGRADA
DE PROGRAMAS DE TREINAMENTO


Se você ou sua empresa têm um programa de treinamento em inglês, e querem implementá-lo no Brasil, a tradução e adaptação pode apresentar vários desafios.

É provável que seu programa de treinamento tenha um ou todos os seguintes (e até mais alguns outros):
    • Guia do Instrutor/Líder/Facilitador/Apresentador
    • Apostila do Participante
    • Apresentações em PowerPoint (ou outros)
    • Vídeos
    • Handouts (folhetos para distribuição durante o curso)

A primeira questão é... traduzir ou não?

A viabilidade econômica da tradução do programa depende muito do total de participantes esperado ao longo da sua vida útil no Brasil.

Existe uma certa tentação a contar com os conhecimentos de inglês dos treinandos, supostamente bilíngues. As principais gradações possíveis são:
    • curso 100% em inglês, com instrutor vindo do exterior
    • curso dado em português, porém todo o material permanece em inglês
    • curso 100% em inglês, com interpretação simultânea ou consecutiva, material traduzido
    • curso dado em português com parte do material traduzido
    • curso dado em português com todo o material traduzido, sem integração
    • curso dado em português com todo o material localizado de maneira integrada

Vamos deixar fora do nosso escopo aqui a dependência do domínio do inglês pelos participantes, algo bastante variável e imprevisível. Os graus em que cada um entende o idioma escrito e falado variam independentemente. No cômputo final, o aproveitamento do curso em termos de eficiência será aleatório para cada um dos participantes.

Descartemos a possibilidade de se usar interpretação "amadora", pela sua baixa eficácia. Se o programa for apresentado mais de uma vez com interpretação profissional, o custo disso provavelmente irá causar arrependimento pois, se tivesse sido empregado na localização integrada, deixaria de recorrer, e no total teria custado menos. Nem vamos falar no custo do apresentador estrangeiro, se comparado ao de um instrutor local, mesmo que tenha sido preparado para essa função em inglês.

Existe a abordagem progressiva, que consiste em ir mandando traduzir gradualmente os materiais, e o curso ir ficando cada vez mais brasileiro. Esta é a pior de todas porque, para manter a compatibilidade com o material que ainda está em inglês, restringe-se a localização. Quando o programa estiver inteiro em português, estará apenas traduzido.

No caso de treinamento, simplesmente traduzir o programa nem sempre é eficaz: de um modo geral, há vários fatores culturais que podem comprometer os resultados do treinamento. A maior preocupação, às vezes relegada a um segundo plano, é minimizar a rejeição pelos treinandos.

Há empresas que fazem isso partindo do pressuposto de que "somos uma empresa americana (ou britânica, canadense, etc.), portanto nossa cultura organizacional é compatível com o curso". Ledo engano. A operação local estará (ou deveria estar) integrada à cultura local, portanto é preciso certo cuidado. A pior reação que se pode esperar foi bem descrita por um participante de um curso traduzido, porém não localizado: "Tudo isso é muito bom, mas não funcionaria aqui. Se um dia vocês me transferirem para a matriz no exterior, certamente vou usar. Mas por enquanto vou continuar fazendo como sei que funciona aqui."

A solução é redesenvolver um programa de treinamento incorporando o conteúdo e a tecnologia do seu original, porém adaptado ao ambiente local. Como um programa de treinamento pode incluir materiais bastante variados, especiamente em termos de recursos multimídia, é comum pulverizar a tradução entre um grupo diversificado e numeroso de fornecedores. Isso torna a reunificação bastante difícil, se não impossível dentro de um custo razoável.


Qual é a proposta, então?

Minha proposta é assumir a localização do programa de treinamento inteiro, centralizando a tradução. Como já fiz isso para algumas centenas de programas envolvendo mídias diversas, não teria problema algum para traduzir enquanto faço as adaptações culturais necessárias de uma maneira única. Como consultor de treinamento, posso empatizar com o instrutor que irá conduzir esse treinamento, para recriar um programa com o mesmo conteúdo, porém tendo sabor local.

Quanto à produção dos diversos materiais, o que eu mesmo não puder fazer, tenho como terceirizar diretamente ou orientar o cliente para que terceirize (ou faça) sozinho, conforme for mais prático e econômico.

Há mais aspectos onde posso intervir para a redução de custos, que decorrem da minha experiência no desenvolvimento de programas de treinamento. Como a tecnologia avança cada vez mais rapidamente, é comum precisar localizar um programa que ainda utiliza mídia "obsoleta". Neste caso, por exemplo, eu não teria problemas em converter um programa em fitas VHS e apresentações em PowerPoint ou equivalente (ou mesmo transparências de retroprojetor) num DVD interativo. Veja este artigo a respeito.

Um outro aspecto é a economia de escala. Há muitos programas de treinamento que são produzidos considerando um grande número de treinandos em inglês no mundo inteiro. A experiência tem demonstrado que, apesar de muitos treinandos brasileiros conseguirem se comunicar em inglês, para boa parte deles o treinamento feito em inglês tende a perder uma parcela considerável da sua eficiência. Em vista da experiência na localização desses programas, tenho condições de propor mudanças que tornem um mesmo programa viável em menor escala.

Se você precisa localizar um programa de treinamento gerencial, técnico, ou qualquer outro para o Brasil, entre em contato comigo, clicando no botão de e-mail à esquerda.


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